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Desenvolvimento de Vida e Missão


 
nov18ter
Por Admin (em 18/11/2008 @ 18:02:24, em Dia a Dia, lido 1 vezes)
Comincia così il mio primo viaggio
missionario in Africa. Anche se io ancora non lo sapevo. Con una domanda molto semplice ma che portava in sé contenuti che in quel momento non immaginavo. Senza pensarci troppo infatti ho risposto: "Si".

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nov18ter
Por Admin (em 18/11/2008 @ 18:00:49, em Dia a Dia, lido 3 vezes)
 
nov09dom
Por Admin (em 09/11/2008 @ 06:25:48, em Dia a Dia, lido 12 vezes)

O DEUS MERCADORIA NA ERA DIGITAL

Apontamentos para o Diálogo

Leomar Antônio Brustolin

 

        

Para um ateu, as pessoas podem ser reconhecidas por suas virtudes e seu caráter. Para um cristão, isso se dá pela capacidade de amar ao próximo como Jesus Cristo ensinou. O budismo acentua a compaixão e o islamismo a submissão à Deus que faz desenvolver as  virtudes pessoais. Hoje, contudo, há uma supervalorização do consumismo como estruturador de valores:  - as coisas que as pessoas possuem e consomem é que  lhes dão a identidade. Não só tudo se transforma em “coisa”, mas os objetos de consumo determinam quem são as pessoas. Tudo tornou-se mercadoria: Deus, o ser humano, a terra, as sementes e até a  vida.

“[...] o império do consumo e da comunicação gerou um indivíduo desinstitucionalizado e operacional, disposto, em todos os planos, a ter o direito de dirigir a si mesmo. [...] Os lugares tradicionais de sociabilidade (trabalho, Igreja, sindicatos, cafés) cedem, por toda parte, terreno ao universo privatizado do consumo de objetos, de imagens e de sons”[1].

 

Esse individualismo exacerbado ou hiperindividualismo, aliado ao hiperconsumo, faz com que as pessoas procurem a religião, através de uma demanda fragmentada. O mundo racionalizado, a sociedade pós-moderna  e a chamada era do vazio liquidam as alteridades. Tudo é reduzido ao indivíduo: “o outro sou eu”.  Essa é a lógica que invade o fenômeno religioso atual, onde a imagem de Deus fica refém do  “homo consumericus”.

A busca da religião se realiza por necessidade de cura, conquistar o amor de alguém, prosperidade nos negócios, aumento da riqueza, segurança, busca do laço amoroso que se rompeu, sentimento de utilidade, gosto de viver sem angústia, realização pessoa e por tantas outras necessidades que poderão ser criadas. Nessa demanda, a religião não é a única opção, ela concorre com especialistas das ciências humanas, terapias de auto-ajuda, alternativas holísticas e as mais diferentes opções de saúde física e mental.  

         O mercado religioso é promissor, pois exige um pequeno investimento, sendo suficiente uma “iluminação” do além, uma publicidade informal e a disponibilidade para o atendimento das pessoas, buscando cativá-las e acolhê-las. É fundamental propor experiências religiosas novas e exóticas, diferente do que as instituições tradicionais  oferecem, contudo, resgatando os símbolos e ritos que já povoam o imaginário da cultura local.

Outro vento favorável á esse fenômeno religioso é o crescimento populacional das grandes metrópoles, onde imensas parcelas da população ficam órfãs de atendimento religioso. Desta forma, abrem-se nichos para a emergência de novos movimentos, que usam técnicas de marketing para atrair pessoas/clientes. 

Nesta mudança de paradigma, novas percepções sobre a religião emergem. Enquanto Émile Durkheim percebia  a religião essencialmente pela dimensão coletiva, com forte laço social e determinante para a   identidade do grupo, hoje, ao contrário, o fenômeno religioso focaliza  a satisfação individual de um crente transformado em cliente. Cada religião deve ganhar adeptos, se quer vencer. Não pode impor. Deve seduzir, convencer. A religião entra como mercadoria e deve seguir as normas do mercado” [2].

Sabe-se que o Marketing relaciona-se diretamente com a ciência do vender. Para vender, o mercado procura seduzir, encantar e manipular os seus clientes. Hoje, nada mais seduz tanto quanto a mídia, especialmente a digital. Vive-se a “sociedade do espetáculo” denominada  por Debord, devido à invasão da mídia, que produz a “espetacularização” das informações, seja o nascimento do filhote de uma baleia em algum zoológico, seja a cobertura guerras e catástrofes em tempo real.

O espetáculo não é só uma propaganda difundida pelos meios de comunicação. Toda atividade social é captada pelo espetáculo visando seus próprios fins. Os problemas são as imagens e representações que veiculam uma independência, banindo da vida qualquer diálogo. As representações nascem da prática social coletiva, mas se comportam como seres independentes.

A mídia e a religião se encontram. Nesse mundo, o espectador não se sente em casa em lugar algum. No espetáculo, bem como na religião, cada momento da vida, cada idéia e cada gesto só encontram seu sentido fora de si mesmos [3].

Diante desse quadro cabe-nos questionar sobre as perspectivas da religião numa sociedade individualista e consumista como a atual.

Constata-se  uma reestruturação da religião na sociedade pós-moderna, manifestada por novas formas religiosas comunitárias, e o surgimento de novos grupos e redes;

 

“Hoje o computador está organizando as comunicações de um modo  revolucionário, o que o torna ferramenta ideal para gerenciar uma economia onde todos buscam ter experiências emocionantes e divertidas, interagem em mundos paralelos ao mesmo tempo para se adaptar a qualquer realidade.  Neste processo, o computador está mudando lentamente a própria consciência  humana”[4].

 

         Enquanto emergem mudanças aceleradas na era digital, igualmente nascem diferentes e novas formas de experimentar a religiosidade. A influência da economia nesse processo é determinante:

 

“O individualismo neoliberal fomenta concorrência e competição em que vencem os mais fortes, os mais preparados e competentes. Visa ao resultado.  É necessário encontrar uma religião que reforce a vitória, a prosperidade, os melhores.  Recorre-se então à  teologia da benção de Deus para os ricos e o castigo para os pobres, porque preguiçosos e pecadores”[5].

 

Questionamentos?

Qual o futuro da religião, enquanto norteadora do sentido e da ética, num cenário hiperconsumista onde o Deus mercadoria é amplamente glorificado no altar da era digital?

 

Referências

COMBLIN, José. Os desafios da cidade no século XXI. São Paulo: Paulus, 2002.

JAPPE, Anselm. Guy Debord.,  Rio de Janeiro: Vozes, 1999.

LIBANIO, J.B. A religião no início do milênio. São Paulo: Loyola, 2002.

LIPOVETSKI, Gilles. Metamorfoses da cultura liberal: ética, mídia e empresa. Porto Alegre: Sulina, 2004.

RIFKIN, Jeremy. A era do acesso. São Paulo: Makron Books, 2001.



[1] LIPOVETSKY, G. Metamorfoses da cultura liberal: ética, mídia e empresa, 71.

 

[2]  COMBLIN,J. Os desafios da cidade no século XXI,43.

[3] Debord, G. In   JAPPE, Anselm. Guy Debord, 22.

[4] RIFKIN, J. A era do acesso ,169.

[5] LIBANIO, J.B. A religião no início do milênio, 155. 

 

 
nov08sáb
Por Admin (em 08/11/2008 @ 15:23:41, em Dia a Dia, lido 10 vezes)
 
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Por Admin (em 01/11/2008 @ 11:00:07, em Dia a Dia, lido 174 vezes)
 
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Download da Música

 

 
nov01sáb
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FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA

A paz é fruto da justiça”
(Is 32, 17)

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

 

 

Apresentação CF 2009

 
nov01sáb
Por Admin (em 01/11/2008 @ 07:40:41, em Dia a Dia, lido 17 vezes)

Faça aqui o download do cartaz da campanha da fraternidade 2009

 

 
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